Olivia me disse

Vida de Mãe

No zoológico de Nuremberg

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Sexta feira, 3 de junho de 2017, 9:37 da manhã.

Eu estava sentada no sofá, Lio adormecido no meu colo, café frio do meu lado. Pensando se ia ou não no parquinho, que preguiça. Hum... será que eu vou?

Às 9:45 Kate me manda uma mensagem: Já tô saindo do médico, vou encontrar a Elisabeth no Mr. Bleck e vamos ao zoológico. Quer vir com a gente?

Eu pensei mil e quinhentas coisas. Ir ao zoológico? Fazendo 27 graus é muito quente, eu não preparei nada, todo mundo ainda de pijama, vou ter que acordar o Lio, como vou fazer com almoço pra eles, tem que pegar um metrô e um tram, lá é muito grande imagina andar aquilo tudo empurrando um carrinho com dois bebês, e se um deles fizer cocô, e seu eu quiser vir embora antes, e se a Olivia sair correndo pelo parque afora, acho que chover, é tão difícil sair sozinha com os dois, phew, meu Deus não vou conseguir.

Às 9:46 eu respondo: Oi, eu só preciso arrumar a mochila deles, trocar de roupa, vai levar uns 20 minutos, tudo bem?

Kate: No stress, ainda vamos tomar café, te esperamos.

Em 18 minutos eu:

vesti um short jeans e uma camiseta preta, calcei um tênis, amarrei meu cabelo, escovei os dentes. Vesti uma roupa confortável na Olivia, calcei o tênis e penteei o cabelo super cacheado dela. Troquei a fralda do Lio, vesti um short e uma camiseta, passei a mão molhada no topete dele e penteei. Peguei o carrinho no corredor e sentei o Lio e dei o bico pra ele não chorar. Liguei o soundtrack de Trolls pra eles se distraírem. Mochila, cadê a mochila? Já estava no carrinho desde um dia antes quando fomos no parquinho. Peguei mais 3 fraldas, um pacote novo de lenços umedecidos, uma fralda de pano. Piquei uma maçã, enchi uma garrafa d´água e coloquei água no copinho da Olivia. Tinha sobrado um pouco de gnocchi ontem, coloquei num potinho pra dar de almoço pra ela. Num saquinho, os biscoitos que Lio sempre come a tarde. Dois sachês com polpa de frutas. Duas nectarinas. Coloquei tudo numa sacola térmica. Vixi, esqueci a mamadeira. 250 ml de água quente na garrafa térmica, 6 scoops de leite em pó no copinho e a mamadeira. Pronto. Prontos.

Peguei um lixo pra descer e jogar fora e conferi: chave, carteira, celular, os meninos. Tá tudo aqui.

Mandei uma mensagem pra Kate: Tô saindo e casa, vou passar no banco e na padaria pra comprar um brezel e já encontro vocês.

A porta do banco não era larga o suficiente pra entrar com o carrinho duplo. Virei os meninos pra parede, travei o carrinho e fui lá dentro sacar o dinheiro. Em 10 segundos eu estava de volta. É Europa, é Alemanha, é Nuremberg, mas nunca se sabe... e além disso minha cabeça ainda é brasileira. Na padaria comprei dois brezels e o sanduíche com a melhor cara de todos. Cheguei no café e elas estavam terminando de comer um bolo de chocolate. Lá dentro ainda, passamos protetor solar nas crianças.  Pegamos um metrô e um tram (trem de superfície, tipo um bondinho) e em 15 minutos estávamos no zoológico.

Macacos, girafas, um bebê rinoceronte, sorvete de almoço, urso polar e pinguim. Porquinho, cabras, cavalos, vaquinhas e dois brezels depois, achamos um parquinho com areia, escorregador e fonte com água pra todo lado. Nosso dia não poderia ter sido melhor!

O aprendizado de hoje e a dica que eu tenho para qualquer ocasião com filhos é: não pense duas vezes antes de sair de casa com eles. Porque senão você não vai sair e vai perder os melhores momentos da sua vida com eles!

 Olivia na fonte de água

Olivia na fonte de água

 Lio e a amiga

Lio e a amiga

Relato de parto | Como foi que o Leo nasceu na Alemanha

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 Nosso primeiro contato  ❤ Sinto até hoje o calorzinho!

Nosso primeiro contato ❤ Sinto até hoje o calorzinho!

Divagações ansiosas pré-parto

A Olivia nasceu de parto normal. Não tão normal assim: passaram-se 11 dias depois da data prevista pelo médico ginecologista que me acompanhou no pré-natal, e aqui na Alemanha é recomendado esperar até 10 dias depois dessa marca, então depois se faz a indução. No hospital, tomei o remédio e eu já sabia que ela ia nascer dali a pouco. Não foi naturalmente acontecendo e desenrolando    . 

Grávida do Leo, me atormentava o pensamento: como será que se desenrola o trabalho de parto? Como são as contrações, será que vou saber que já é hora, será que vai ser natural ou será induzido de novo?

-Eu não sei como é ter um parto normal! Falava aquela voz chata, todo dia, na minha cabeça. Não se engane: cada gravidez é única; engravide 10 vezes e terás 10 ansiedades diferentes, 10 medos diferentes, 10 dores diferentes! Estava eu novamente ansiosa e medrosa.

O meu pródromo | sinais antes do trabalho de parto

Na gravidez da Olivia não tive nenhum desses sinais. Não tive contrações leves, quiçá fortes. A bolsa não rompeu, o tampão não saiu. Não sentia n a d a, era como se eu estivesse eternamente grávida de uns 6 meses. E ela, dentro da barriga, feliz e satisfeita, 100% saudável.

Mas com o Leo não. Minha coluna doía, minha perna direita doía, embaixo da barriga doía, a cabeça doía todo dia. Comecei a ter leves contrações 2 semanas antes da data prevista. Não marcava tempo, eram muito irregulares. Depois vinham sempre entre 20 e 22 horas. Seria um sinal de que ele nasceria à noite? Sim! Nesse caso, foi.

Sábado à tarde as contrações foram bem fortes, 10, 15 minutos durante 2 horas seguidas. Foi a primeira vez que tive a verdadeira sensação de que poderia nascer a qualquer momento. (apesar de sabermos bem quando é a hora certa, ainda assim fiquei na dúvida) Mas passou e esqueci. 

O trabalho de parto

Terça fiz o jantar, comemos, arrumei a cozinha. Senti uma contração. Sentei. Depois de 10 minutos senti outra. E durante meia hora foi assim, de 10 em 10 minutos. Fui ao banheiro fazer xixi e senti que perdi líquido (a ansiedade é tanta que nessa hora não sei se era só muito xixi ou se era líquido amniótico, de tanto que eu queria um sinal palpável do início do trabalho de parto). As contrações continuaram e fui fazer xixi de novo. Percebi uma leve mancha de sangue na calcinha. Decidi que precisava ir para o hospital.

Eram 22 horas do dia 16/08. Troquei de roupa, peguei a pequena mala que fiz para a maternidade, avisei minha irmã, que estava dormindo com Olivia. As contrações já eram tão fortes que quando vinham eu precisava parar, segurar a barriga e esperar passar.

Me identifiquei na recepção do hospital (você precisa escolher onde vai ter o bebê e se "cadastrar" antes) e já desci para as salas de parto. Chegando lá, uma hebamme (parteira ou doula) me atendeu. Colhi uma amostra para exame de urina e fui para o aparelho que mede os batimentos cardíacos do bebê e as contrações. Nessa hora já estavam regulares entre 5, 7 minutos. Tão fortes que eu já demonstrava as dores sonoramente ;) . Depois de meia hora assim, fui examinada e ainda tinha pouca dilatação. Fui andar pelo hospital, parando de 5 em 5 minutos, agachando durante as contrações para aliviar a dor. 

Mais 20 horas se passaram. Mentira. Só meia.

São 5 salas de parto e uma sala com banheira. Nesse dia só tinha eu e mais uma mulher. Tranquilo, calmo e silencioso. Me ajudou, naquele turbilhão de pensamentos e naquela dor incrível que eu jurei não aguentar. Quando voltei, já fui direto para a sala onde o Leo ia nascer. Deitei na cama, sempre monitorada pelo aparelho medindo contração e batimentos. O silêncio acabou. Eu gritei muito, e isso no meu caso era incontrolável, involuntário. Mais dores, mais gritos. Eu sou do time das barulhentas!

A hebamme vinha me acalmar e dizer que eu estava indo bem, que logo ele nasceria. Já eram quase meia noite. Os papéis requerendo anestesia já estavam assinados e eu pedi por ela. Mas a parteira relutante, me troxe um analgésico que não me tapeou. Fui para a banheira já com 6 cm de dilatação. A água quente realmente desvia a atenção e você acha que alivia a dor. É um bom meio de enganar, foi melhor que o remédio. Depois de quase 1 hora nessa imersão, a hebamme estourou a bolsa para acelerar o parto. Ia acontecer na água! Trouxeram os aparelhos e prepararam a sala. Quando já era hora, eu senti a pressão para nascer, ela achou melhor que eu retornasse ao quarto porque os aparelhos sem fio não estavam sendo precisos. Entre uma contração e outra, coisa de 1 ou 2 minutos, já sem força, eu levantei da banheira e atravessei até a sala, enrolada num lençol. 

Subi na cama e junto com uma contração fortíssima fiz a primeira força. Eu olhava no olho da hebamme, gritava que não estava conseguindo mais, que não aguentava a dor (sim, num alemão precário, mas não é que gestos falam mais que mil palavras fluentes?) e ela tão calma quanto eu precisava, me dizia:

- Você está indo bem, já vai acabar!

Eu acreditei. Fiz mais uma força. 

Ela pegou minhas mãos, passou óleo e fez para que eu puxasse o Leo. Com a minha mão, já senti a cabecinha do bebê! Às 2:56 da manhã ele nasceu! Ficou ali na cama, entre minhas pernas enquanto esperava para cortar o cordão. 

-Quer cortar? 

-Ja! (sim em alemão :D)

Cortei o cordão e peguei aquele serumaninho quente e molhado. Enrolado numa toalha, ele ficou mais de uma hora no meu colo, mamando e chorando. Só depois disso ele foi medido, pesado e vestido. 

Agora sim eu sei como é ter um parto normal, natural, humanizado. 

 Eu, o Leo e a Hebamme Heike  ❤ Nem dá para acreditar que foi a primeira vez que a vi e provavelmente nunca mais verei...

Eu, o Leo e a Hebamme Heike ❤ Nem dá para acreditar que foi a primeira vez que a vi e provavelmente nunca mais verei...

Série | Produtos de Higiene para Bebês - Marcas Alemãs

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A PENATEN

Começando com um pouco de história: em 1904, um alemão chamado Max Riese inventa um creme para proteger a pele do bebê, obtido a partir da gordura de ovelhas. Patenteado por Penaten-Creme, estava criada a famosa marca. Foi um marco no que se diz respeito aos cuidados com o bebê. Mais tarde a gama de produtos aumenta e ele cria os primeiros lenços umidecidos da Europa, em 1978.

Em 1986, Penaten vira Johnson & Johnson, resguardados os princípios de seu inventor e da empresa. Ou seja, Johnson & Johnson na Alemanha se chama Penaten!

OS PRODUTOS

É uma marca só de produtos de higiene para bebês e mamães, não tem segmento de alimentação como a HIPP, (post aqui). Conta com 5 linhas: Básico, Intensivo, Sem Perfume, Boa Noite e Linha Mama. 

O produto mais famoso, até hoje, há mais de 100 anos, é o creme para assaduras, que vem na icônica latinha com rótulo azul. Com óxido de zinco, lanolina natural e pantenol na fórmula, tanto protege a pele contra assaduras ou cura a pele da vermelhidão causada por ela. 
É bem espesso, grosso mesmo, tem um cheiro suave e funciona bem. Eu uso desde que Olivia nasceu, em casos mais instensos de assadura porque ela tem a pele bem sensível. Já testei - e aprovei outros produtos, como: o sabonete em barra, os lenços umidecidos, o creme hidratante, o líquido para banho que alivia em casos de resfriado e o absorvente de seios para amamentação.

  1. Uma solução para colocar na água da banheira que alivia o nariz em caso de resfriado
  2. O famoso creme para assaduras
  3. Hidratante que é bem levinho, com cheiro bom
  4. Sabonete em barra, uma das únicas opções que já vi aqui na Alemanha, usa-se muito sabonete líquido
  5. Lenços umidecidos mil e uma utilidades e são grandes, bem úmidos, com o cheirinho característico da marca
  6. O absorvente para seios (sei que não é para bebês, mas vale a dica!) que é bom, mas prefiro o da Lansinoh que é mais fino

O BABYCENTER

A Johnson & Johnson | Penaten tem uma parceria com o website Babycenter cooperando e patrocinando em pesquisa, cuidados e dicas para grávidas e mães. O site também oferece conteúdo mais aprofundado, escrito por jornalistas especializados e verificado por especialistas médicos independentes. Além do site, existe um aplicativo (clique aqui para o aplicativo em português) onde é possível acompanhar cada semana da gravidez e o primeiro ano do bebê. No site da marca (clique aqui) tem todos os produtos, dicas para grávidas, mamães, bebês e mais sobre o projeto Babycenter.