Olivia me disse

Capítulo 1 | A mala da maternidade

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Já era começo de Agosto e eu estava com 8 meses. Já tinha lavado as roupinhas e guardado tudo. Então precisava separar o que eu levaria para o hospital. Afinal, a partir de agora, Olivia pode nascer a qualquer momento. Pode? Pode. Mas não foi o caso.

Não precisava ser uma preocupação. Mas serei sincera e revelarei que passei horas procurando no google: o que levar na mala da maternidade?

Já ouvi de amigas daqui que alguns hospitais providenciavam tudo: desde a calcinha descartável pós-parto até roupinha de bebê. Mas eu ficava muito desconfiada e insisti em montar uma mala para levar. Há várias listas prontas nos diversos blogs sobre maternidade que existem por aí. E aí sugerem oito trocas de roupas, todas devidamente separadas em saquinhos de tecido previamente bordados e rendados. Cremes para hidratar, pomada para a troca de fraldas, perfume para o recém-nascido. Uma mala de 32 kilos seria ideal!

Quando fui me inscrever e visitar o hospital que escolhi para ter o bebê, recebi um folheto e nele havia uma sucinta lista com o que levar para o grande dia. Além da carteira do seguro de saúde e meu Mutterpass (documento onde está toda o histórico da gravidez), aconselhavam levar:

Para a mãe

  • artigos de higiene pessoal,
  • pijama e sutiã para amamentação,
  • prendedor de cabelo e sais de banho de sua preferência.

Para a hora do parto

  • meias quentes
  • seleção de música e câmera fotográfica,
  • óleo de massagem e
  • blusa confortável para a hora do nascimento.

Para a hora de ir embora

  • bebê conforto para colocar no carro.

Pensei que essa lista estava pequena demais. Ou 8 ou 80? Ou uma mala de viagem intercontinental ou só minha escova de dentes? Resolvi então fazer por conta própria uma malinha no meio termo. Separei:

Para o bebê

  • dois conjuntos completos para o bebê,
  • cobertor e manta de algodâo,
  • produtos de higiene (sabonete líquido, creme para assaduras) e
  • chupeta e um bichinho de pelúcia.

Para mim

  • dois pijamas e um cardigã fino de lã,
  • chinelo e meia,
  • produtos de higiene pessoal e maquiagem básica,
  • uma roupa para o dia de sair.

Coube tudo numa mala pequena, daquelas perfeitas para um vôo da Ryanair. Mesmo assim, fiquei preocupada pensando: será que vai faltar alguma coisa? Será que tem coisa demais? Eu vou assim, e lá verei. Pasmem: aquilo não é um hospital, é um hotel 3 estrelas! No quarto tinha um trocador com tudo para trocar o bebê: fraldas, lenços umidecidos e secos, termômetro, roupinhas, saco de dormir e cobertor. No banheiro tinha: calcinha descartável pós-parto (incríveis, muito boas para usar nos primeiros dias depois do nascimento), absorventes em 3 tamanhos, fórmula para massagear pernas e pés cansados, gel para desinfetar tudo, além de um pequeno corrimão no chuveiro e um banquinho. Toalhas também. Você precisa de um creme para passar no peito porque está difícil na hora de amamentar? Pede a enfermeira. Remedinho para dor de cabeça? Elas trazem também.

Ou seja, se você vai ter seu bebê aqui na Bavária (não vou afirmar pela Alemanha toda porque os estados têm administrações diferentes, então pode ser que em algum lugar não seja assim) não vai precisar de praticamente nada para levar para o hospital. A clínica onde Olivia nasceu aqui em Nuremberg se chama Klinik Hallerwiese e é especializada em bebês e crianças. Tem UTI e médicos especializados 24hs. Aqui está o site: http://www.klinik-hallerwiese.de .