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Gift Guide de Natal 2018

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 já escreveu sua cartinha para o papai noel? fonte imagem: pinterest.de

já escreveu sua cartinha para o papai noel? fonte imagem: pinterest.de

Dá pra acreditar que já é dia 10 de dezembro?

Esse ano voou e se eu não publicasse esse post hoje, seria tarde demais! Mas se você deixa as coisa para última hora como eu, esse gift guide, uma lista simples de presentes, vai te ajudar a ter idéias do que dar para as crianças nesse natal.

Eu sou muito a favor de que crianças precisam mesmo é de carinho, atenção e presença. Tenho dois filhos e vivo isso todo dia. Mas é natal, e eu fico pensando se não seria radical demais não dar nada de presente, nadica de nada. É uma tradição, né? Então eu penso em presentes que tenham um significado maior, que sejam mais duradouros e que sirvam tanto para a Olivia quanto pro Lio.

É importante demais pensar direitinho antes de encher nossos filhos com coisas. Brinquedos e mais brinquedos só para deixar a árvore cheia de presentes. Segundo a Littlefund,  96% dos brinquedos do mundo e 80 bilhões de peças de roupa produzidas a cada ano acabam no lixo. Motivos mais que suficientes para pensar bem não é?

Além de pensar em que presente dar, ou se dar, te convido também a pensar em comprar de mães empreendedoras, de pequenos negócios, daquela sua vizinha que começou agora, daquele perfil pequeno no instagram que faz brinquedos artesanais, da livraria do seu bairro. Quando você compra de pequenas empresas ou mesmo de pessoas que tem seu pequeno negócio em casa, você motiva aquela pessoa a continuar e torna cada vez mais aquele sonho em realidade!

Pensando nisso tudo, listo aqui embaixo algumas boas opções:

  • Livros: Nem preciso justificar porque livros serão sempre um bom presente em qualquer idade né? O Lio está com 2 anos e ele adora lift flap books, aqueles livrinhos que com abas de abrir e fechar. Ele adora a surpresa de descobrir o que debaixo da aba! Tem de cores, números, animais. É fácil encontrar.

  • Book Subscription: Melhor que dar livros de presente, já pensou em fazer uma assinatura de livros por mês? Chegam na sua casa pelo correio com curadoria feita por especialistas! Eu adoro as assinaturas do Minibilíngue e Matildas LitKit. Já experimentei as duas e estão aprovadíssimas. As duas opções entregam no Brasil, mas são baseadas na Europa, então melhor ainda para famílias brasileiras que moram no exterior.

  • Trem de madeira: Em todos os cafés que vamos por aqui, tem esses trenzinhos de madeira, com trilhos infinitos e os meninos amam! Você pode começar com poucas peças e ir adicionando depois. Na Ikea tem uma opção mais em conta, por 24,95 o primeiro set.

  • Fazenda da Schleich: Eu adoro essa marca alemã de animais de brinquedo. As réplicas são perfeitas, e os materiais de altíssima qualidade. Nada é baratinho mas é para a vida inteira! Vale a pena. O Lio é apaixonado por fazenda e para completar nossos animais, esse ano ele vai ganhar a fazenda.

  • Bicicleta: Por acaso quem mora na Holanda pode ficar sem bicicleta? Nope! A do Lio era de madeira e quebrou, então vamos ver se papai noel traz uma nova para ele. Bicicleta está sempre nas nossas memórias de infância, né? Acho que é um presente que cria muito significado! Posso ir sonhando com essa daqui?


Gostou do gift guide?  Tem mais idéias? Compartilhe com a gente nos comentários!





Sinterklaas: nossa experiência com o papai noel holandês

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 Esse é o Sinterklaas chegando em Amsterdam esse ano. (fonte imagem: hetparool.nl)

Esse é o Sinterklaas chegando em Amsterdam esse ano. (fonte imagem: hetparool.nl)

Há umas duas semanas atrás tive a primeira reunião na escola da Olivia. Quase 3 meses depois dela iniciar na escola primária aqui na Holanda, estava na hora da primeira avaliação e de uma conversa com as 2 professoras que ela tem.

Discutimos como estava sendo a adaptação, as atividades que ela mais gostava de fazer dentro da sala, sobre as palavras que ela já aprendeu em holandês. Mas o ápice da reunião não foram esses pontos, mas sim o dia 5 de dezembro, dia de Sinterklaas.

Aqui na Holanda, o dia de São Nicolau, que é dia 5 de dezembro, é uma data muito importante para as crianças. Porque? Porque ele é tipo um papai noel, mas não é o papai noel, se veste com roupas parecidas, é também um bom velhinho que traz presentes, chocolates e pepernoten (aquele biscoitinho típico da época de natal). E como crianças são interesseiras, elas ficam muito ansiosas para o dia chegar.

Por isso, as professoras estavam preocupadas se a Olivia sabia o que era o Sinterklaas e a toda a história por trás. O tema dos próximos dias e a decoração da sala, que as crianças ajudam a criar seria esse . Até uma  pequena excursão até a casa do Sint elas iriam fazer.

Me contaram que o Sinterklaas chega de barco na Holanda, vindo da Espanha, com seu ajudante, chamado Piet. Por volta do dia 5 de novembro, em cada cidade do país, acontece uma festa de boas vindas com desfiles e apresentações do Sint e sua trupe.

Durante o mês de novembro, até o grande dia que é 5 de dezembro, as crianças colocam seus sapatinhos na lareira, uma cenoura para o cavalo branco (meio de transporte do Sint em terras firmes) e cantam músicas para ele na esperança de deixar um presentinho, uma lembrancinha, doces ou também as famosas letras de chocolate. Alguns pais estabelecem em quais dias as crianças vão ganhar alguma coisa porque já pensou ter que dar um presentinho todo dia, durante um mês até chegar dia 5?

Para o dia 5 de dezembro, o dia tão esperado, as crianças escrevem uma carta pedindo um presente, vamos dizer, grande, mais significativo. Na classe da Olivia, estavam recortando brinquedos de encartes de lojas e colando nas cartas. Vai ter pai furioso com essa atividade! Enfim, o que a tradição pede é: colocar os brinquedos num saco, colocar o saco na porta de casa, bater na porta e sair correndo, porque, claro, foi o Sinterklaas que colocou lá!

Os holandeses celebram mais o dia de Sinterklaas do que o nosso Natal que acontece dia 24 de dezembro. Tanto que na escola da Olivia a aula do dia 6 vai acabar mais cedo para as crianças aproveitarem o dia para ficar em casa e brincar com os presentes.

Essa é uma tradição super valorizada na Holanda, os pais e a escola se envolvem e me pareceu ser o período mais esperado do ano para as crianças. Para mim, é uma oportunidade incrível experimentar tão de perto uma parte da cultura holandesa!


O desfralde da Olivia

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 Um livrinho que várias pessoas me indicaram mas não consegui comprar. Vou tentar de novo quando fizer o desfralde do Leonardo! (fonte da imagem: amazon.com.br)

Um livrinho que várias pessoas me indicaram mas não consegui comprar. Vou tentar de novo quando fizer o desfralde do Leonardo! (fonte da imagem: amazon.com.br)

Ta aí uma coisa que eu acho super perigosa: dicas sobre qualquer assunto que envolva a maternidade.

Primeiro porque as pessoas são únicas e os bebês também. Segundo porque dicas podem criar conflitos. Dicas geralmente vem com data para começar e acabar, gerando ansiedade e comparação, duas coisas muito perigosas e muito desnecessárias quando se é mãe.

Dicas para amamentar e desmamar, dicas para desfraldar, dicas para o primeiro dia na creche...e por aí vai. Eu trocaria as dicas por relatos de experiências. Para mim funcionam melhor, me parece ser outra coisa. Quando você lê uma história, contando como foi que a família passou por aquele processo, pode ser inspirador e muito mais saudável. Além da identificação e da certeza que você não está sozinha nesse mundo passando por algum momento difícil com seu filho. Parece menos imposição e mais conselho, mais conversa.

Baseado nisso é que eu compartilho aqui no blog minhas experiências. E é assim também que vou escrever esse texto, sobre como foi que Olivia parou de usar fralda. Vou chamar de desfralde espontâneo porque foi sem seguir nenhuma regra, nenhum horário, nenhum truque. Fui tentando perceber quando é que ela queria ir ao banheiro e bem devagar, deixando a fralda de lado e indo ao banheiro.

Consigo escrever sobre isso agora porque Olivia não usa mais fralda nem durante o dia nem a noite. Ela fez 4 anos em setembro e desde a época do aniversário acabamos o desfralde durante a noite.

O que mais ficou marcado para mim nesse processo foi que eu tive que me preparar tanto quanto ela. Você tem que estar disposta a acompanhar a criança nessa mudança, tem que ter paciência, não pode ter preguiça. Assim, nós tentamos o desfralde 2 vezes.

A primeira tentativa de desfralde

A primeira vez foi no verão de 2017 quando ela estava para fazer 3 anos. Pensei que essa época seria melhor para a primeira tentativa porque se usa menos roupa, não tem o frio do inverno europeu, então não tem problema ficar um tempinho molhada se for preciso e etc. Ela já me avisava quando fazia xixi e coco, e por isso foi uma ótima hora para começar a pensar em levá-la ao banheiro. Comprei um penico de plástico que ela nunca quis usar, a não ser para brincar. Tentei deixá-la de calcinha durante a manhã e mais ou menos de meia em meia hora colocá-la no tal penico. Durante essa tentativa de desfralde, ela nunca fez xixi no penico e aconteceram algumas vezes de fazer xixi no chão. Como ela ainda não estava acostumada com a idéia do banheiro, segurava e esperava colocar a fralda para fazer xixi e coco.

Entendi que não era a hora e ainda tinha um agravante. Estávamos nos mudando da Alemanha para a Holanda e com a mudança, viajávamos muito e tinha pouca rotina no dia a dia. Se ela não estava preparada, eu também não. Não tentei mais por causa disso e então decidi deixar para quando estivéssemos na casa nova.

Tentando pela segunda vez

Já em Amsterdam começamos de novo o desfralde e como eu sabia que o penico não tinha dado muito certo, comprei um redutor de vaso na Ikea, esse aqui. Ela já tinha usado um redutor desse na casa da minha irmã e funcionou, primeiro coco na privada! Hooray! Agora Olivia estava super animada em usar o banheiro igual o primo. O processo começou outra vez e foi bem mais longo do que imaginava!

Eu já tinha ouvido falar e lido sobre desfralde, claro. Isso me fez criar algumas falsas expectativas! Coisas do tipo: “como desfraldar em 3 dias”, “minha filha tem 2 anos e não usa mais fralda”, “contrate essa babá que ela tem uma fórmula mágica de desfralde”, “leia esse livro e desfralde seu filho sem traumas”. Foi por isso que eu disse no começo do texto como pode ser perigoso ir atrás de dicas sobre assuntos maternos. É claro que pode e eu sei que funciona para muitas pessoas, mas no meu caso, e nesse caso específico, foi melhor não seguir dica nenhuma e só observar como e quando a Olivia queria ir ao banheiro e não ter pressa nenhum com isso. Ela tinha quase 4 anos e ainda usava fralda. Acho que não é o mais comum, mas nenhum de nós, na família, se incomodava com isso, o que era mais importante.

Como ela gostou de usar o redutor de vaso, ela se sentia bem em sentar ali e estava confiante. Por causa disso, foi fácil fazer o desfralde durante o dia. Na verdade, pensei que seria melhor fazer o desfralde diurno e depois que estivesse pronto, faríamos o da noite. Com isso, à noite sempre tinha fralda. Basicamente foi assim: Olivia ficava sem fralda durante o dia, usando calcinha. Primeiro eu sempre a lembrava que tinha que ir ao banheiro. Depois de algumas semanas, ela já me pedia, sem que eu tivesse que falar o tempo todo. Com coco foi mais difícil, ela tinha medo. Então começou a fazer coco só à noite por causa da fralda. Eu tive que insistir, conversar e explicar mais. Inventei  até umas histórias de que o coco gostava de nadar e na fralda não tinha jeito, fizemos um calendário para riscar os dias que ela fazia coco na privada e pequenas surpresas de recompensa quando ela usava o banheiro para fazer o número 2.

Foi devagar. Um dia dava certo, dois dias não. Mas no tempo dela, tudo foi se ajeitando até que ela estava sem usar fralda durante o dia. Quando chegamos nesse ponto, achei que já era hora de tirar a fralda à noite.

Sem fralda à noite

Numa segunda feira, sem o cliché de que segunda é dia de começar projetos, fizemos a primeira tentativa. Olivia toma suco ou água antes de dormir e aí reduzi a quantidade de líquido antes de ir pra cama para ela não ter muita vontade de fazer xixi. Ela acorda sempre por volta de 2, 3 horas da madrugada. Levei para fazer xixi numa dessas acordadas e foi assim a semana toda, sem nenhum escape durante à noite. Mas eles aconteceram, Duas vezes para ser exata. Esses acidentes me fizeram lembrar de comprar protetor de colchão, para não molhar. Claro que depois que comprei nunca mais ela fez xixi na cama!

Hoje, que já tem mais de um mês do desfralde completo, ela não acorda todo dia para fazer xixi no meio da noite. Tem dias que sim, dias que não.

Enfim, sem fralda

Tirar a fralda é um coisa bem difícil, eu diria. Você tem que ter tempo e paciência e ao mesmo tempo a criança tem que estar pronta para isso. Para ser um processo não doloroso, precisa ser devagar. Antes de escrever esse texto, vi um vídeo que gostei muito, no canal Criar e Crescer do Dr. Daniel Becker, sobre desfralde. Vou colocar o vídeo aqui porque acho que pode ajudar.

Resumindo o vídeo, fiz algumas anotações enquanto assistia:

  • Respeitar o ritmo de cada criança e se cobrar e comparar menos. Ou nunca. Às vezes a criança tem medo ou não consegue sentar, se sente insegura.

  • A criança vai naturalmente começar o processo e nós pais temos que reconhecer os sinais. Ela vai começar a avisar que fez xixi ou coco e vai se sentir incomodada com isso. Leve ao banheiro no horário que ela está acostumada a fazer coco e xixi.

  • O redutor de vaso é mais higiênico, mais prático e aproxima mais da realidade. Um banquinho para apoiar os pés é fundamental porque ajuda no esforço de evacuação e dá mais segurança.

  • Incentivar de forma carinhosa e alegre. Incentivar pequenas conquistas.

  • Se for preciso volte para a fralda e respeite o tempo do seu filho.

Você já fez o desfralde do seu filho ou filha? Compartilhe sua experiência nos comentários. Contando sua história você pode ajudar alguém que esteja passando por essa situação!




Artis Royal Zoo, o zoológico de Amsterdam

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Esse post está rascunhado no meu caderninho há meses, e eu nunca com coragem para escrevê-lo e publicá-lo. Primeiro porque essa não é uma opinião pró ou contra os direitos dos animais, só a perspectiva de uma visitante. Segundo e mais importante, eu só ouvia coisas boas desse zoológico: é uma atração imperdível, um dos melhores zoos da Europa, lugar perfeito para as crianças. E eu não achei nada, nada, nada disso e fiquei com medo de expor minha opinião tão contrária. Vou te contar porquê.

O zoológico de Amsterdam se chama Artis e fica no bairro De Pijp, bem central. Talvez por causa da localização, é pequeno, você entra e já dá de cara com um dromedário! Até aí, ok, como quase tudo em Amsterdam é apertado, pequeno, espaços físicos reduzidos, eu não esperava muito. Em relação ao tamanho do zoológico, tenho como comparação dois outros que fui e são melhores: em Santiago no Chile e em Nuremberg na Alemanha. 

Você deve estar se perguntando: qual o problema o zoológico ser pequeno? O problema é que os lugares destinados aos animais acabam sendo pequenos também. Assim que eu fui vendo as jaulas, as grades, os quadradinhos onde eles moravam, uma coisa ficava proporcionalmente mais evidente: aquele não era o lugar daqueles bichos. Nunca militei na causa, mas também sempre me sinto desconfortável em visitar zoológicos. Em Nuremberg sempre tinha ONG protestando contra na porta do zoo, mas lá era uma floresta, quase. Um dia ficamos lá, eu, as crianças e um grupo de mães, durante mais de 5 horas e não vimos tudo. Estavam presos, mas tinham espaço para andar, e sempre tinha mais de um exemplar de cada espécie. Acredito que isso deve ser importante para interagirem entre si.

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Aqui em Amsterdam os animais tem cara de tristes. É engraçado, mas é verdade. Vi uma pantera (não sei se é mesmo uma pantera, era um felino de cor escura) que estava sozinha numa jaula pequena. Com cara de triste. Ao mesmo tempo, uma gaiola grande mas com vários tucanos, papagaios, araras, muitos mesmo, sobrando um espacinho para cada um. Na minha opinião, os animais não estavam em boas condições. 

Se você entra no site do zoológico, vai ter uma visão diferente. É super organizado, atividades para adultos e crianças, fotos maravilhosas. Bem atrativo. Mas a realidade, que eu vi, foi bem diferente. Cheguei a pensar que talvez fosse o dia, que estava feio e nublado, talvez não tenham limpado o lugar como de costume, talvez naquele dia eu também estava mais sensível! O preço também é alto, como a maioria dos zoológicos: crianças até 2 anos não pagam, até 9 anos pagam 18,50 euros e adultos pagam 22 euros. 

Só depois de 7 meses morando aqui fomos visitar e eu poderia ter ficado sem ir. Não acho que seja uma atração imperdível, com tantas outras coisas para se fazer em Amsterdam e região. Eu não gostei e nesse caso, a primeira impressão foi a que ficou. 

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Você gosta de visitar zoológicos quando viaja? Quais já foi? 

10 dicas para fazer uma road trip com crianças

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A gente viaja muito e quase sempre de carro. Por 2 motivos: o Max morre de medo de avião e viajar de carro pela Europa é fácil e sensacional. As estradas são maravilhosas em todos os sentidos. Ano passado, em dezembro, fizemos a nossa maior road trip com nossos 2 filhos e foi daí que surgiu esse post: dicas para sobreviver a uma road trip com crianças. 

 Conseguem enxergar duas crianças no meio de tanta coisa? 

Conseguem enxergar duas crianças no meio de tanta coisa? 

Vou começar com a dica que eu acho mais importante, mas depois é aleatório:

1- Escolha a melhor hora para viajar. Explico. Nós geralmente saíamos bem cedinho, para aproveitar o dia e se o destino não fosse muito longe, ainda aproveitar o resto do dia. Mas descobrimos que isso não funciona para gente. Acordar os meninos muito cedo e colocá-los no carro acaba despertando, a Olivia não se sente bem e passa mal. Então ou saímos mais tarde, depois do café da manhã e eles tiram uma soneca ou saímos à noite, mais ou menos às 18 horas, depois de um jantar leve e eles já dormem. É sempre bom experimentar horários variados para encontrar a melhor hora de viajar, sempre considerando que se for a hora de dormir, melhor para todo mundo!

2- Use roupas confortáveis. Vale para crianças e pais. Se vocês vão passar muitas horas no carro, o que puder fazer para ficar mais confortável, faça! Às vezes os meninos vão de pijama mesmo, principalmente se for à noite. Se não, conjunto de moletom, nada que aperte a cintura ou o pescoço e calçado que sai fácil. Se ainda é preciso trocar fraldas, vista uma roupa fácil de tirar e colocar. Eu também me visto de maneira prática porque sempre tenho que fazer malabarismos dentro do carro ou sair e entrar muitas vezes.

3- Pare na estrada. De todas as paradas de estrada que já fomos, as da Alemanha são as melhores, eu diria imperdíveis! Tem sempre um playground, boa comida (leia-se brezel e schnitzel) e banheiro limpo. Pare sempre que quiserem, não se apressem em chegar ao destino final. Assim todo mundo pode tomar um ar, esticar as pernas e continuar a viagem.

4- Ajeite bem as malas. Eu sempre arrumo as malas de maneira que, se eu precisar pegar qualquer coisa, (uma troca de roupa, meia, chinelo) que esteja por cima. Assim não é preciso mover outras malas para achar o que precisa.

5- Prepare playlists. Planeje playlists com as músicas preferidas das crianças. Soundtracks dos filmes preferidos, de desenhos, ou até audio books. A Olivia e o Lio amam o Super Simple Songs e eu já faço o download no Apple Music, assim não consome toda minha internet. Por alguma razão a Olivia adora Calvin Harris (será que ouvi muito na gravidez? hehe) e como já sei, também deixo downloaded no meu telefone e vamos cantando todos juntos! 

6- Leve os brinquedos favoritos. Alguns dias antes de viajar, esconda alguns brinquedos favoritos. Durante a viagem, vá apresentando um por um, porque não sei aí, mas aqui os brinquedos duram só uns 15 minutos de entretenimento! Se eu levo 4 brinquedos, tenho 1 hora garantida!

7- Adesivos. Aqui em casa funcionam como hipnose: eles se concentram tanto em tirar da cartela, quanto para encontrar um lugar para pregar. Depois dá trabalho tirar um por um, semanas depois eu ainda encontro adesivo espalhado por aí, mas eles se divertem e temos mais alguns minutos de sossego.

8- Prepare lanches. Eu tento sempre levar coisas que não fazem bagunça dentro do carro, como maçã já cortada, banana, biscoito que não esfarela demais e sachês de frutas. Eles comem sanduíches tipo mixto quente, (pão de forma, cream chesse, queijo e presunto) então também já deixo pronto. Fazer picnic dentro do carro ou na estrada é uma das melhores partes da viagem!

9- iPad: Sabe aquela hora que estão todos descabelados e ninguém aguenta mais nada? Filme no iPad entra em cena. Comprei uns filmes que eu já sei que eles gostam, ajeito o tablet entre as poltronas da frente e essa é a sessão de cinema. 

10- Treine sua paciência: Essa dica é especial para nós, pais, e eu a coloco em prática não só em viagens, mas toda vez que saímos de casa: treino minha paciência. A gente adora viajar, em todas as suas etapas. Antes, na hora de planejar, durante, explorando tudo, e depois, na volta para casa. Pode parecer, mas nem tudo são flores, é claro, e haja paciência!